Um edifício de 10 pavimentos na Olívia Flores exigiu contenção em subsolo com altura de 7 metros. O solo saprolítico apresentava matacões dispersos, típicos da geologia de Vitória da Conquista, e a solução foi um sistema misto com ancoragens ativas de monobarra. O projeto de ancoragens ativas/passivas na cidade precisa considerar a heterogeneidade do manto de alteração do embasamento cristalino, que varia de areia siltosa a blocos de rocha em curtas distâncias. A equipe técnica desenvolve o dimensionamento verificando carga de trabalho, comprimento de bulbo e aderência no maciço conforme NBR 5629:2018. A compatibilização com o ensaio de placa em carga confirma a capacidade do terreno na cota de fundação, enquanto as injeções de consolidação melhoram zonas de baixa competência detectadas na perfuração.
Em solo saprolítico de Vitória da Conquista, a aderência no bulbo varia mais com a estação chuvosa do que com a profundidade da ancoragem.



